quarta-feira, 11 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
NO COLO DE SOL ☼
Flocos de ausência dançam ao redor
Dessa morna manhã sem peso.
Melífluo silêncio.
Nem mesmo insetos zunem o ar.
Perfeito silêncio na mudez de tempo
A me aprisionar por aqui.
Cabeça mansa, sem nó
No colo do sol deitada.
Que não voem os pássaros.
Que não abram as flores ainda.
Que não desperte o jardim ao andar das formigas.
Se não o silêncio se espanta.
E só mais um pouco desejo
De paz companhia.
Tela de Guy Orlando Rose - Pintor Americano - (1867/1925)
Teresinha Oliveira - Maio/1995
PUXE !
Nos dias de vida estreita
Me bato
E me arrebato.
Me desespero
Me grito.
Me aquieto
Me sento
E me acaricio.
Me gozo
Me condeno.
Me lanço
Me talho
E me contradigo.
Me espanto
Me desafio.
Se parto
Me alcanço
E me canso.
Logo desisto
E deixo para depois.
Tela de Andrei Buryak - Pintor da Bielorrúsia
- Título: Puxe! -
Óleo sobre tela (100x100 cm)
- Título: Puxe! -
Óleo sobre tela (100x100 cm)
Teresinha Oliveira.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Ó SOL QUE DERRETE A NEVE...
Deixe-me despejar nesse assoalho a amargura dessa xícara de porcelana rachada, onde não cabe mais a solidão que cansou, simplesmente cansou de esperançar o que não há, o que de longe não veio, nem a pé, nem de barco, nem pelo vento verde chegou.
Minhas mãos se quebram inúteis, meu corpo murchou como fruta no chão, e não há tempo para sementes.
Não desenho janelas no futuro, nem pelas frestas da porta vejo além do muro do quintal, corroído muro de musgo e hera sem corte, com tijolos aparentes, que se desmancha aos pouquinhos como a vida também o faz.
" Ó Sol que derrete a neve e meu pezinho prende", derreta-a rápido enquanto me restam passos para o caminho, só mais um pouco rogo, enquanto recordo ainda canções e brincadeiras da menina que no montículo de neve sentou. Linda criança com cabelos de sol poente e olhos de folha que cada vez mais amiúde minha memória visita.
Crescente como a lua que não engana as marés uma mansa tristeza se acerca.
O paladar se esgotou nos morangos colhidos na estação atrasada e nas mangas azedas que nem passarinho sem pouso bicou.
A madrugada que não cessa clareia na penumbra os objetos antigos que sem razão permanecem,em
sua esgotada estética, e que mais nada revelam além da própria inutilidade, como a flor morta que jaz no vaso de cristal rachado.
O chão de mármore manchado em pingos e respingos atemporais, já sem causas lembradas, não induzem mais a pés descalços, porque os pés de verão tropeçam entre si.
Como o próprio desejo, que desde sempre tão pouco desejou e talvez pelo pouco ser a relevante conquista, ficou ressecado nessa aquarela borrada de poema.
Sou-me inesgotável e frágil, e por assim me saber, suspiro de cansaço, penúria e anseios.
Rasgo a toalha da mesa de jantar e vou tomar um banho.
Tela de Oswaldo Guayasamin - (1919/1999) - Pintor Equatoriano.
Teresinha Oliveira.
" Ó Sol que derrete a neve e meu pezinho prende", derreta-a rápido enquanto me restam passos para o caminho, só mais um pouco rogo, enquanto recordo ainda canções e brincadeiras da menina que no montículo de neve sentou. Linda criança com cabelos de sol poente e olhos de folha que cada vez mais amiúde minha memória visita.
Crescente como a lua que não engana as marés uma mansa tristeza se acerca.
O paladar se esgotou nos morangos colhidos na estação atrasada e nas mangas azedas que nem passarinho sem pouso bicou.
A madrugada que não cessa clareia na penumbra os objetos antigos que sem razão permanecem,em
sua esgotada estética, e que mais nada revelam além da própria inutilidade, como a flor morta que jaz no vaso de cristal rachado.
O chão de mármore manchado em pingos e respingos atemporais, já sem causas lembradas, não induzem mais a pés descalços, porque os pés de verão tropeçam entre si.
Como o próprio desejo, que desde sempre tão pouco desejou e talvez pelo pouco ser a relevante conquista, ficou ressecado nessa aquarela borrada de poema.
Sou-me inesgotável e frágil, e por assim me saber, suspiro de cansaço, penúria e anseios.
Rasgo a toalha da mesa de jantar e vou tomar um banho.
Tela de Oswaldo Guayasamin - (1919/1999) - Pintor Equatoriano.
Teresinha Oliveira.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O VÔO DO MACGYVER
terça-feira, 3 de maio de 2011
MEMÓRIAS DE UM GUEIXA.
'Memórias de uma Gueixa' - (2005) - Baseado no romance homônimo de Arthur Golden de 1997.
História Verídica de Sayuri - a última famosa gueixa de Kioto , Japão.
Com: Zhang Ziyi {Chyo}-Sayuri / Ken Watanabe {Presidente} Direção de Rob Marshall.
O filme é muito bom, 'quase' corresponde ao livro.
História Verídica de Sayuri - a última famosa gueixa de Kioto , Japão.
Com: Zhang Ziyi {Chyo}-Sayuri / Ken Watanabe {Presidente} Direção de Rob Marshall.
O filme é muito bom, 'quase' corresponde ao livro.
O arquétipo das gueixas exerce grande fascínio na alma feminina, assim como as princesas, as bailarinas clássicas, as ciganas ledoras de mãos, as feiticeiras que com seus mistérios atam e desatam os laços do amor, as prostitutas, as deslumbrantes atrizes de cinema dos anos 40, 50...
Hoje até poderíamos excluir as atrizes. Ninguém quererá incorporar uma artista global quando guarda no seu imaginário a Gilda de Rita Hayworth, ou o vestido esvoaçante da Merilyn Monroe.
O desejo por esse ser catártico, que nos purificaria da vida comum que vivemos, permanece quieto, guardado entre as saias que não rodamos.
Teresinha Oliveira.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
DOR DE PEDRA AGUDA.
O pior, dor de pedra aguda
Não é quando alguém não nos ama
Lá isso se entende.
É quando alguém nos deixa de amar.
Obra de Teresa Viotti - Óleo em tela - (20x 20 cm)
Pintora Portuguesa.
Teresinha Oliveira.
INESQUECÍVEL.
" Assistirei ao desenvolver das tuas idades.
Guardarei todos os teus movimentos.
Já está na minha memória
A menina mãe de bonecas."
Murilo Mendes.
Tela de Charles Fraser - (1782/1860)
Pintor Americano
domingo, 1 de maio de 2011
ARTE II
"Sweet Dreams" - Terez Montcalm - Cantora Canadense
Obras de Oxana Yambykh - Pintora e Ilustradora Russa.
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Sou apaixonada por essas macérrimas mulheres da Oxana!
E claro, invejo esse mundo mágico por onde elas passeiam, carecas e lindas, com seus cavalos, peixes e duendes servis.
E através de suas tintas vejo que a vida é, em essência, um jogo de frutas explosivas.
E claro, invejo esse mundo mágico por onde elas passeiam, carecas e lindas, com seus cavalos, peixes e duendes servis.
E através de suas tintas vejo que a vida é, em essência, um jogo de frutas explosivas.
Teresinha Oliveira.
ARTE
Música: Jocelyn Pook - Compositora e Violinista Inglesa.
Obras de Oleg Zhivetin - Pintor Russo.
Não gosto do Cubismo. A geometria parece-me prisão.
Mas o Zhivetin a pinta com tamanha beleza e suavidade, que não há como resistir a ela.
Teresinha Oliveira.
Não gosto do Cubismo. A geometria parece-me prisão.
Mas o Zhivetin a pinta com tamanha beleza e suavidade, que não há como resistir a ela.
Teresinha Oliveira.
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