Quero poucas coisas nessa vida de Meu Deus e do diabo; e por querê-las poucas quero-as muito. E de tão poucas que são, quero as mais intensas e difíceis de conquistar.
As coisas coisa pouco me faltam, e o mínimo delas me satisfaz. A qualidade não importa, desde que cumpra sua função de utilidade. E se o belo é belo e me transborda o espírito, o meu se alegra em observá-lo, simples prazer ao percebê-lo, sem precisões de possuí-lo.
As emoções são solitárias e bastam a si mesmas. Ao partilhá-las, muitas vezes não encontramos eco no outro, apenas uma leve brisa ante o vendaval que é apenas nosso.
Somente a Beleza provoca o êxtase comum. E a Arte. Mas a arte se basta, não precisa de nada além de si mesma.
O cerne do desejo cabe a cada um, e o meu que cá escrevo, é a felicidade dos que amo. Não a euforia do riso, corriqueira e vã esperança que lança cordas para o depois; mas a possível plenitude onde cada um possa se agarrar.
Apesar da aparente generosidade, este é um bem-querer egoísta. Através dos vãos do amor clamo por minha liberdade e solidão.
Esqueçam de mim e sejam plenos. Mandem-me lembranças em lindos cartões com flores e gravuras dos meus pintores preferidos, poesias sem rimas, escritas com próprio punho e mais qualquer coisa boba que queiram de si me dar.
Assim, sua fortaleza se tornará minha, sua alegria sorrirá em mim, e seu voo me permitirá percorrer sem amarras outras, os caminhos para dentro de mim mesma.
Os ocultos, indecifráveis, que minha consciência nos seus porões escondeu.
Tela de Franz Mortelmans - (1865/1936)
Pintor Belga.
Teresinha Oliveira.
Esqueçam de mim e sejam plenos. Mandem-me lembranças em lindos cartões com flores e gravuras dos meus pintores preferidos, poesias sem rimas, escritas com próprio punho e mais qualquer coisa boba que queiram de si me dar.
Assim, sua fortaleza se tornará minha, sua alegria sorrirá em mim, e seu voo me permitirá percorrer sem amarras outras, os caminhos para dentro de mim mesma.
Os ocultos, indecifráveis, que minha consciência nos seus porões escondeu.
Tela de Franz Mortelmans - (1865/1936)
Pintor Belga.
Teresinha Oliveira.

Gostaria de ser amiga das frases curtas, das palavras dissílabas, do pouco que tudo diz. Mas assim não sou. Amo as polissílabas, que de mãos dadas se esticam como tentáculos de polvo à procura de presas - minhas idéias - e vão narrando o que desejo dizer.






