![]() |
Sobre precipícios Caminhei entre as nuvens Para lugar nenhum. Talvez chegasse Não fosse breve o meu desejo. Tela de Habib Srour - 1860/1938 - Pintor Libanês. Terê Oliva. |
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
PRECIPÍCIOS SOBRE LUGAR NENHUM
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
ESPELHO MEU
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
ENQUANTO DESCASCO BATATAS...
![]() |
| "Unable to Wait (1867) Telemaco Signoriri - 1835/1901 - Pintor Francês. Terê Oliva |
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
SOBREVIVÊNCIA
sábado, 26 de outubro de 2013
VITRAL DE UÍSQUE
Um raio de lua atravessa a garrafa de uísque e espalha cores de vitral no chão da mesa de mogno.
Sinto as cores e nelas descanso, pensando sem controle no passado esgotado.
Minha cara de bobo, pois todos que assim mergulham nos próprios abismos, ficam com cara de bobo
Desmancha-se quando num piscar volto ao real.
Bebo o uísque do copo num só gole e no guardanapo de linho
Rabisco um poema embriagado.
Tela de Irving R. Wiles - 1861/1948 - Pintor Americano.
Terê Oliva
http://tereoliva.blogspot.com.br
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
UM BEIJO NO CÉU
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
FEITICEIRA MORENA
![]() |
| Tela de Henry Wallis - 1830/ 1916 - Pintor Inglês. |
A tristeza é uma feiticeira morena que arrasta pelas pernas os quereres inertes, que sem ela, morreriam de vez sem nem perceber.
Pelo menos ela os belisca vez ou outra e tal os mantém vivos, apesar da agonia.
Senta-se à borda da taça da noite e ali permanece
A olhar-me como se esperasse o movimento das minhas mãos a enxotá-la
Tal qual se faz com os pombos quando invadem o quintal, em busca das migalhas de pão que voaram da mesa no café da manhã.
Não se vai assim logo
Porque sua pressa repousa nas asas de um pássaro negro que canta enquanto ela elege seus desígnos.
Esgotaram-se as horas de espera
Horas que doeram em minhas pernas cansadas, sem onde sentar.
O teto, onde a paisagem se repete intermitentemente, cemitério de navios naufragados
Revela o mar que ondula nas falhas da tinta, sem ondas, sem sal.
Nem as luzes da madrugada riscam um caminho
Trilhas emaranhadas se cortam e entrecortam como cicatrizes do acidente de viver.
Há tão pouco ainda a tentar.
Na argila da minha descrença em tudo, moldo meu espírito e levanto da cama
Tentando esquecer aquela que não sou.
Pelo menos ela os belisca vez ou outra e tal os mantém vivos, apesar da agonia.
Senta-se à borda da taça da noite e ali permanece
A olhar-me como se esperasse o movimento das minhas mãos a enxotá-la
Tal qual se faz com os pombos quando invadem o quintal, em busca das migalhas de pão que voaram da mesa no café da manhã.
Não se vai assim logo
Porque sua pressa repousa nas asas de um pássaro negro que canta enquanto ela elege seus desígnos.
Esgotaram-se as horas de espera
Horas que doeram em minhas pernas cansadas, sem onde sentar.
O teto, onde a paisagem se repete intermitentemente, cemitério de navios naufragados
Revela o mar que ondula nas falhas da tinta, sem ondas, sem sal.
Nem as luzes da madrugada riscam um caminho
Trilhas emaranhadas se cortam e entrecortam como cicatrizes do acidente de viver.
Há tão pouco ainda a tentar.
Na argila da minha descrença em tudo, moldo meu espírito e levanto da cama
Tentando esquecer aquela que não sou.
![]() |
| Tela de Jean Beraud - 1849/ 1935 - Pintor Francês Terê Oliva http://tereoliva.blogspot.com.br |
domingo, 13 de outubro de 2013
REMORSO VISCOSO
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
FINGIRES
Como na poesia
Nem sei mais se sinto o que finjo sentir
Tampouco enrubesço ante a gargalhada que escapa
Entre meus lábios murchos.
Esse prazer quase irracional de não pensar verdadeiramente em nada
Deixa-me livre da própria vida.
A felicidade da inconsciência é leve
Como a luz indefinida nos olhos de um cão.
Esse torpor não me desvencilha dos fantasmas
Mas me deixa gozar de rosto lavado.
Tela de John White Alexander -1856/1915
Pintor e Ilustrador Americano.
Terê Oliva
http://tereoliva.blogspot.com.br
Esse prazer quase irracional de não pensar verdadeiramente em nada
Deixa-me livre da própria vida.
A felicidade da inconsciência é leve
Como a luz indefinida nos olhos de um cão.
Esse torpor não me desvencilha dos fantasmas
Mas me deixa gozar de rosto lavado.
Tela de John White Alexander -1856/1915
Pintor e Ilustrador Americano.
Terê Oliva
http://tereoliva.blogspot.com.br
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
BORBOLETA RECÉM-NASCIDA
Assinar:
Postagens (Atom)











