domingo, 27 de novembro de 2011

ADEUS.

Eu.
Sem lenço
Sem lágrima
Sem fibra, sem certeza
Somente com uma acetinada dor
De saudade do que nunca foi
Me abandono às marés...

Canto o adeus com frieza nas pupilas
Por ser este meu dardo
De suave ironia ante a sina
Às artimanhas do equivocado destino
Que ao mar me lançou.
Canto o adeus como se de roda ciranda fosse
E, menina atrevo-me
A engatinhar para fora de mim.


Tela de Adriano Bonifazi - (1858/1914)
Pintor Italiano.

Teresinha Oliveira.

3 comentários:

Maria José Speglich disse...

Gostei muito desta imagem.

Espero que hoje o comentário vai.
Abraços!

Maria disse...

Uma adeus cheio de nostálgia, lindo poema.
Bom domingo e uma excelente semana
Beijinhos
Maria

Astroterapia Junguiana disse...

Oi Leonina, que foto de rosto expressiva e com o seu poema mexeu com o meu emocional. Linda, adorei. Bjs Cynthia