segunda-feira, 4 de março de 2013

FARRAPOS DE UM POEMA INÚTIL.

Tela de Jack Vettriano - Nasc. 1951.
Pintor Escocês Contemporâneo.

Um jovem poeta riscou na areia versos para sua namorada.
Contou de seu amor sem fim até perto do sal
Exaltou seu perfume de rosa
Seu hálito de andorinha
Seus olhos turquesas que o engoliam ao mais leve piscar.
Rimou amor com flor, coração com paixão

Gastou palavra demais, sentimento de menos
Perdeu o ritmo onde a verdadeira poesia canta. 

Era tão fútil o poema
Tão pobre, esfarrapado de dor

Tão enjoativo em sua pieguice de emoção rasa
Que ela o abandonou sem dó 

Chorando sozinho as lágrimas do seu poema vazio
Que as ondas do mar sem pestanejar, levaram.


 Tela de John William Waterhouse - 1848/1917.
Pintor Inglês.

Terê Oliva.

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