O solo do saxofone é um navio sem rota
Sem bússola que indique o norte
Na música de paixões primitivas.
Gentis notas dançam uma poesia negra
Que sem outro motivo a não ser o gume agudo
Seria doce ouvir.
Aquietam-se as horas escuras na casamata
Com cheiro de erva-doce e grama cortada
Da sala grande e vazia.
No abrir de asas de um bocejo largo
O copo de conhaque cai ao chão e rompe
O fecho do camafeu com rubis que sangram
No peito da mulher ávida
Que não chora em lágrimas, mas dissolve em som.
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Tela de Nathan Brutsky - (1963)
Pintor Ucraniano Contemporâneo.
Teresinha Oliveira.
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