quinta-feira, 10 de março de 2011

HOSANAS.


Me deixe acordada a noite inteira.
Não descanse de mim
Nem ouça-me ao dizer não.
Adoce minha boca com beijos rasantes
Em meu corpo exposto, todo percorrido.
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Balbucie segredos indecentes, obscenos
A quem mais ninguém confias.
Afague meus olhos com teu olhar transparente
Sem nada a dizer por ser vão
Mas em brilho e peso tudo dito.
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Atice meus pelos de emoção e frio de língua.
Arrepie-me cada centímetro de pele alva e nua.
Quebre os relógios, enlouqueça os ponteiros
Todas as ampulhetas do mundo destrua
Para que o tempo de mim te seja eterno.
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Tranque portas.
Em cortinas de veludo azul
Cerre do espaço qualquer pedaço de luz atrevida
Que não seja a que emana de nossos corpos
Pacíficos, suados no gozo.
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Plenitude domada
Na morte do desejo
Luto bendito
Em hosanas comemorado
Nos braços um do outro.

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Tela de Gustav Klimt - (1862/1918)
Pintor Austríaco
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Teresinha Oliveira.

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