sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ÓPERA-BUFA.

Releio-me. Ao me reler, enrubesço
Porque já escrevi além do que deveria escrever um dia.

E revelo segredos e desvendo enigmas 
 Que lá no fundo deveriam dormir sem romper a linha censora

Que o velho sábio de barba, sagaz chaveiro
Do seu divã esticou.
   
Talvez por isso esse oco solene na minha alma...
Espírito sem medula de desejos novos.

Pois a ópera-bufa que tentei
Com risadas sarcásticas foi aclamada.

Logo a cortina de veludo vermelho caiu
E a luz se apagou.


Tela de Giovanni Paolo Pannini - (1691/1765)
Pintor e Arquiteto Italiano.

Teresinha Oliveira.

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