sábado, 17 de dezembro de 2011

NOMES FLORIDOS.

 
Lygia perdeu a vogal e suavizou em Lyli.
Esticando como elástico e rápida demais até para um grito, logo se economizou sílaba e garganta, e sobrou a Ly.
Essa menina fez das palavras aliadas, e na profusão de suas idéias originais, com uma lógica que só a si mesma convém, diverte e muitas vezes, assusta a todos. 
Talvez, essa irônica-filósofa-mirim tenha herdado o talento da sua madrinha nominal, a outra Lygia, famosa escritora de quem sua mãe, dos muitos livros lidos copiou o nome e até o Y .
Diz que quer ser escritora também, e sei que histórias não lhe faltam, mas nenhuma página será capaz de contar o que seu olhar enviezado nos revela quando a voz finalmente se cala.

Manuela quase foi Eduarda, com Maria na frente para tirar a robustez do nome do pai que ela tanto ama.
Mas trocar o O pelo A, mesmo rebocando o Maria, não bastou  para substituir a originalidade de Manuela, fator da escolha depois de tanta análise sobre a questão.
Logo porém, muitos o descobriram e assim batizaram. A originalidade foi perdida mas ganhamos nossa Manu, com grandes olhos que ela insiste serem verdes, cachos e mais cachos que só molhados se aquietam, e uma deliciosa mania de usar uma palavra que quase ninguém usa - sim.
Num determinado momento deixou de ser Manu, e por semanas se tornou Kiara, a leoazinha neta do Rei Leão.
 Papai Simba e mamãe Nala incorporaram seus devidos personagens com bom-humor e esperaram a fase felina passar.
Demorou, mas passou.
Porém, Manu ainda não é Manu, agora é Aurora, a Bela princesa Adormecida.
Estranha escolha para uma menininha que não gosta de dormir.


Telas de Catherine Klein - (1861/1929)
Pintora Prussiana

Teresinha Oliveira.
- Tere ou Terê ou simplesmente Tê - 

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