terça-feira, 19 de julho de 2011

PERDÃO

O ressentimento gasta a si mesmo
Deduzo a olhar o céu de porcelana fina.
A face do predador que em mim antes era nítida 
Tornou-se depois da década cumprida 
Simples sombra dos músculos contraídos 
No ônus das mágoas acumuladas.
Lamúrias secaram na frouxidão de um sono bom
O alarido dos soluços num folguedo de paz se cantou.
Surpreende-me como presente inesperado
Essa mansidão da tristeza antiga.
As águas de minha alma não mais explodem em vagas altas
Plácido lago da rocha brotou, iluminado
Se não pela plenitude do perdão 
Ao menos pela aceitação do desamor consumado.

Tela de Michael Parkes.
Pintor e Ilustrador Americano.

Teresinha Oliveira.

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi Terezinha, o perdão é algo difícil. Bjs Cy