terça-feira, 2 de agosto de 2011

ÓLEO ABSTRATO


Na tela nado em vastidão escura.
Marrom e grená se mesclam
Definidas
E se afastam em medos de borrão.

Horizonte sem luz.
Explosão nuclear em velho amarelo
Ocre sujo de laranja cor
Na pincelada sombria.

Não me embriaga
O vinho em óleo da uva rubra
Porém me arrebata a escuridão
Do vácuo infinito.

Beleza no quadro da sala
Que não é belo
Mas mistérios de mim
Em tinta assustada
Frente ao abstrato enigma.

Talvez renascer
 Na réstia de luz que transborda
De tanto negror.

Tela de Pieter Mondrian -(1872/1944)- Pintor Holandês.
Terê Oliva




Um comentário:

Ana Cecília disse...

Ligue para o curso de pintura!!! Que tal escorregar nesse abismo de óleos e pincéis? Que teme?