segunda-feira, 1 de agosto de 2011

SENHORAS DE MIM

Sonho estranho, agarrado nas franjas do pesadelo.
Sem cabeça, sem pé, oráculo vazio
Nas escadas curiosas em constantes noites sonhadas
Imagens recorrentes no sono que acordada durmo.

Lembradas somente no pulo da cama, de susto, de horário
Na vitória da escada descendente, impossível de descer.
Sem corrimão, ou se há, mais louco que ela
Serpente, caracol, escorregadia nas lamas
Infindas que se encravam nas rochas de montanhas úmidas.

Em cacos, minha consciência quebrada
Pelo inconsciente que as constrói e reconstrói.
Obra do excêntrico arquiteto que no meu cérebro se aloja
E testemunha, impassível, os t(r)emores do meu corpo
Que nela se enrosca.

A Senhora dos Degraus torta se perde
No cume do fosso sem fundo, a lugar nenhum conduzindo
A não ser para dentro de mim
Para os noturnos becos do onde não sei.

Tela de Manuel Garcia y Rodriguez
Pintor Espanhol

Terê Oliva
http://tereoliva.blogspot.com.br


Um comentário:

Andressa disse...

Pintura linda.

A minha senhora dos degraus vive tropeçando.